Avaliação cardiológica pré-operatória

Milhões de pacientes são submetidos a cirurgias não cardíacas todos os anos no Brasil.  Destes, milhares têm um Infarto Agudo do Miocárdio (IAM) perioperatório. Além disso, mais da metade das mortes perioperatórias a cada ano são causadas por eventos cardíacos. 

Pacientes com mais de 65 anos de idade apresentam maior risco de doença cardíaca, morbidade cardíaca e morte. Considerando que essa população de pacientes aumentará muito nas próximas décadas, pode-se esperar que o número de pacientes com risco cardíaco perioperatório significativo submetidos à cirurgia não cardíaca aumente globalmente.

A maior parte da morbidade e mortalidade cardíaca perioperatória está relacionada ao IAM, insuficiência cardíaca ou arritmias. Portanto, a avaliação pré-operatória e o manejo perioperatório enfatizam a detecção, caracterização e tratamento da doença arterial coronariana (DAC), disfunção sistólica do ventrículo esquerdo (VE) e arritmias significativas em pacientes. Isso inclui pacientes com DAC conhecida ou suspeita, arritmias, história de insuficiência cardíaca ou sintomas atuais consistentes com essas condições. Em pessoas com 50 anos ou mais, uma história mais extensa e um exame físico são necessários.

O objetivo da avaliação individual de risco cardíaco pré-operatório é:

  • Avaliar o estado médico do paciente e os riscos cardíacos apresentados pela cirurgia não cardíaca planejada
  • Recomendar estratégias adequadas para reduzir o risco de problemas cardíacos durante todo o período perioperatório e para melhorar os resultados cardíacos em longo prazo.

Os principais objetivos gerais da avaliação são:

  • Identificar pacientes com risco aumentado de um evento cardíaco perioperatório adverso
  • Identificar os pacientes com um prognóstico ruim em longo prazo devido a doenças cardiovasculares. Mesmo que o risco no momento da cirurgia não cardíaca possa não ser proibitivo, o tratamento apropriado afetará o prognóstico em longo prazo.

A natureza da avaliação deve ser individualizada para o paciente e o cenário clínico específico:

  • Os pacientes que se apresentam com uma emergência cirúrgica aguda requerem apenas uma avaliação pré-operatória rápida, com o tratamento subsequente direcionado à prevenção ou minimização da morbidade cardíaca e morte. Esses pacientes muitas vezes podem ser avaliados de forma mais completa após a cirurgia
  • Pacientes submetidos a um procedimento eletivo sem urgência cirúrgica podem ser submetidos a uma avaliação pré-operatória mais completa.

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Dra. Uelra Rita Lourenço

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